ARREDORES

Visita técnica:


- TRÂNSITO: Não é permitida a entrada de carros ou motos. Apenas viaturas de polícia e carros autorizados.



-COMÉRCIO: Como a maioria dos prédios vizinhos é do governo não sobra espaço para comércio, apenas alguns restaurantes e lojas de calçados.

Ambulantes não são permitidos no local, e realmente não existe se quer uma barraca. Apenas um senhor com uma placa de “Compro Ouro”.






-TRÂNSITO DE PESSOAS: A grande maioria das pessoas que transitam no local vem dos edifícios vizinhos que trabalham na redondeza. Outra grande parte das pessoas que estavam no local é de turistas, excursões do primário ao colegial.

Por ser o centro de São Paulo, o local é alvo de manifestações e passeatas (apitaços).
A polícia é freqüente no local com viaturas, motos, bicicletas e a pé. Guarda Civil e PM.



Em um depoimento da balconista da banca de jornal em frente ao edifício ela cita que... “há muitos turistas no local, são de diversos países, compram chaveiros, cartões postais e fotografam a área. O motivo dos turistas naquela área é justamente por causa do mirante. Excursões de escolas também acontecem todos os dias.”




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ÁREAS TOMBADAS

O tombamento acontece quando é reconhecido o valor cultural de um lugar, assim é garantida que a memória de um bem será mantida e preservada, e o mesmo não podia deixar de acontecer com o Edifício Altino Arantes. Através do Museu Santander algumas áreas foram tombadas conforme Resolução 37/CONPRESP/92 (DOM 9/12/1992, p.33), em nível de proteção II, são elas:


- Saguão Principal: tem 379 metros quadrados, foi restaurado em 1988, mas manteve os valores históricos como o Lustre de 13 metros, piso de granito, brasões de bronze que reproduzem o mapa do Brasil com foque para São Paulo;



- Caixa Forte: há portas circulares, que pesam 16 toneladas cada, contem também 2.000 cofres de aluguel de variados tamanhos (não há visitação);



- 5º andar: destinado a principio às Diretorias e à Presidência, guarda também a galeria dos Ex- Presidentes do Banco;






- 6º andar: acomoda parte da Diretoria e a Presidência;











- Torre: Um das atrações mais visitadas do prédio, a torre tem um mirante de 360º que pode ser acessado a partir do 34º andar, recebe em média 18 mil pessoas por mês, passando de turistas a funcionários.


O Edifício Altino Arantes, que já pertenceu ao Banespa, e hoje pertence ao Santander, deixou de ser utilizado para auto-atendimento bancário e se tornou um local de exposições e eventos, dentre os quais podemos elencar lançamentos de livros, obras, mostras e pequenas confraternizações. Recentemente, o edifício pertence ao Grupo Santander.

Sobre o Grupo: O banco Santander foi fundado no ano de 1857; desde o início, foi um banco aberto ao setor estrangeiro, ligado ao comércio entre o porto de Santander (no norte da Espanha) e na América Latina. Apesar disso, apenas em 1982 foi inaugurada sua primeira agência para atendimento ao público, sediada na Avenida Paulista (São Paulo). Adquiriu, em 1997, o Banco Geral do Comércio e o Banco Noroeste, e em 2000 torna-se o terceiro maior grupo financeiro do país.


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HISTÓRIA

O Banco do Estado de São Paulo (Banespa), estava passando por um período expansivo, então decidiu erguer o edifício porque necessitava de uma sede maior. A idéia inicial do engenheiro e arquiteto responsável Plínio Botelho do Amaral , adaptado pela construtora Camargo & Mesquita era construir um edifício na Praça Ramos de Azevedo, mas teve sua idéia mudada para a rua João Brícola porque foi decidido que o local não era apropriado porque ficava distante do centro bancário da cidade. O Banco então comprou prédios em torno do local escolhido para ser demolido e dar lugar ao novo Edifício então chamado de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo.

As obras começaram em 19 de setembro de 1939, duraram oito anos, sendo interrompida pela Segunda Guerra Mundial. A inauguração aconteceu em 27 de junho de 1947, o projeto era de que o prédio fizesse uma referência ao Empire State Building, localiazado em Nova Iorque.

Os 161,22 metros de altura, trinta e cinco andares, acabamento em mármore, tacos de ipê, jacarandá e fachada revestida com pastilhas de porcelana deram ao Edifício por vinte anos o título de mais alto prédio de São Paulo. Em 1948, foi considerado a maior estrutura de concreto do mundo pois os demais prédios, tal como Empire State Building, era de estrutura metálica. Desbancou também o Edifício Martinelli que foi considerado o maior arranha – céu de São Paulo por dezoito anos. Em 1960 teve o nome mudado para Edifício Altino Arantes para homenagear Altino Arantes Marques (29 de setembro de 1876 — 5 de julho de 1965), deputado federal em 1906, 1911, 1921 e deputado constituinte em 1946 e o primeiro presidente do Banespa.



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